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Vale a pena dar uma lida neste artigo do Wall Street Journal sobre os efeitos da meditação e a plasticidade do cérebro. (Texto em inglês)

http://online.wsj.com/article/0,,SB109959818932165108,00.html?mod=health%5Fhs%5Fresearch%5Fscience
(atenção ao link acima que deve estar completo e na mesma linha)

Mais uma matéria sobre efeitos da meditação no cérebro.

Ontem saiu no Uol o texto transcrito abaixo

Em português , você pode ler "Como Lidar com Emoções Destrutivas", do D.L. com o Daniel Goleman , que é a transcrição do último encontro do Mind & Life.

Há um capítulo sobre os estudos de Richard Davidson na área . Esse encontro é de 2001 , muita coisa tem sido feita de lá para cá , e os resultados dessas pesquisas começam a ser divulgados .
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09/11/2004 12h21

Meditação profunda aperfeiçoa funcionamento do cérebro

Da EFE
Em Washington

Pessoas que praticam meditação durante longos períodos induzem
mudanças no funcionamento cerebral que melhoram o conhecimento e as
emoções, segundo um estudo da Universidade de Wisconsin divulgado
nesta segunda-feira (8/11).

Uma equipe do Laboratório W.M. Keck de Estudos Cerebrais, do Centro
Waisman da Universidade de Wisconsin, que realizou os experimentos em
cooperação com o Monastério Schechen, de Katmandu (Nepal), publicou
suas conclusões na revista "Proceeding", da Academia Nacional de
Ciências dos Estados Unidos.

"Descobrimos que pessoas que praticam meditação budista durante
longos períodos auto-induzem mudanças neurais, isto é, na função
cerebral, que têm um impacto duradouro, aumentando a cognição e as
emoções", indicou Antoine Lutz, que liderou o estudo.

O termo "meditação" compreende inúmeras tradições culturais e
variados métodos de concentração mental, controle da respiração,
disposição física centrada e, em alguns casos, visualizações - ou seu
oposto, a não focalização da mente em objetos ou idéias.

Para este estudo, os pesquisadores tomaram oito praticantes de
meditação budista com idade média de 49 anos, e para o grupo de
controle utilizaram 10 estudantes voluntários, com idade média de 21
anos.

Os budistas receberam instrução mental nas tradições tibetanas
Nyingmapa e Kagyupa de 10 mil a 50 mil horas ao longo de períodos de
15 a 40 anos.

"A duração de sua instrução foi calculada sobre a base de sua prática
diária e o tempo que passaram em retiros de meditação", indicou Lutz.

Por outro lado, os sujeitos do grupo de controle não tinham
experiência prévia na meditação e receberam instrução por uma semana
antes da coleta de dados através de eletroencefalogramas.

Como método de meditação, os pesquisadores escolheram "a prática sem
um objeto determinado durante a qual os praticantes, tanto budistas
como do grupo de controle, geraram um estado de 'amabilidade e
compaixão incondicional'".

Esta prática, usada por inúmeras escolas budistas da Índia até China,
Japão, Coréia e sudeste asiático, não requer concentração sobre
objetos, memórias ou imagens particulares, mas uma disposição para
ajudar a todos os seres vivos.

"Estudos anteriores já demonstraram o papel geral da sincronia
neural, em particular nas freqüências da banda gama (de 25 a 70Hz),
em processos mentais como a atenção, a memória ativa, a aprendizagem
e a percepção consciente", explicou Lutz.

Acredita-se que tais sincronizações das descargas neurais
oscilatórias desempenham um papel crucial na constituição de redes
que integram os diferentes processos neurais em funções cognitivas e
afetivas altamente ordenadas.

"Por isso, a sincronia neural parece um mecanismo promissor para o
estudo dos processos cerebrais que estão por trás da instrução
mental", acrescentou.

Os pesquisadores registraram eletroencefalogramas dos participantes
budistas e dos sujeitos de controle antes, durante e depois da
meditação, e compararam as pautas de ambos os grupos.

"Descobrimos que os praticantes budistas auto-induzem, de forma
sustentada, oscilações de alta amplitude na banda gama e na sincronia
de fase", disse Lutz.

"As diferenças notáveis em relação aos sujeitos de controle aumentam
muito durante a meditação e se mantém no período posterior à
meditação", explicou.

Um dos detalhes notados pelos pesquisadores foi a chamada "sincronia
gama a longa distância".

Aparentemente, ela é vinculada a uma coordenação neural em grande
escala e ocorre quando duas áreas neurais, controladas por dois
eletrodos distantes, oscilam com uma relação de fase precisa que se
mantém constante durante um certo número de ciclos de oscilação.

Além disso "a atividade gama de alta amplitude encontrada em alguns
destes praticantes é, até onde sabemos, a mais alta da que se tem
notícia na literatura científica, em um contexto não patológico",
acrescenta o estudo



 



 

 

 
         
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